Olhando-te nos olhos, sinto que errei. Sinto que poderia ter feito mais. Poderia ter tido a força para aguentar, poderia ter tido a coragem para ficar, poderia ter tido a capacidade de perdoar. Mas agora é tarde.
Agora já não estás aqui, já não estás comigo, partiste. Já não estás cá para limpar as minhas lágrimas, já não estás cá para me fazeres sorrir, já não estás cá para me veres correr ao teu encontro, já não estás cá.
Sinto-me culpada. Culpada por não te ter dito o quanto te amo. Culpada por não ter lutado por esta relação. Culpada por te ter deixado ir embora sem te dizer o quanto és especial e importante para mim.
Se pudesse voltar atrás, dir-te-ia tudo o que me esqueci. Tudo o que pensei que ainda era cedo para saberes.
Mas a verdade é que já é tarde. Nunca é tarde para dizermos 'amo-te' a quem é realmente importante para nós. Nunca é cedo para encontrarmos um verdadeiro amor. Nunca é cedo para nada. Mas sim tarde para tudo.
sábado, 17 de abril de 2010
sexta-feira, 9 de abril de 2010
Eu & Tu ...
Deitada na tua cama, debaixo dos teus lençóis, sinto-me vazia. Sinto que não pertenço aqui. Esta não é a minha casa, o meu quarto.Viro-me e vejo-te. Ainda aqui estás, ao meu lado, a olhar para mim. Fito os teus olhos cinzentos e não percebo nada. Não percebo porque me sinto sozinha, desenquadrada deste lugar. Só te quero a ti e a nada mais.
Não aguento mais a pressão e levanto-me. Visto as roupas que me tinhas tirado e sinto que estás atrás de mim.
As tuas mãos quentes seguram os meus ombros e automaticamente viro-me para encarar o teu olhar. Engano-me. Tens os olhos fechados.
Só noto os teus lábios encostados aos meus e não resisto. A minha roupa cai levemente no chão como na noite anterior.
Volto para a cama que não é minha, para debaixo dos lençóis que não me pertencem, envolta num ambiente desconhecido. Durante esta procura, descubro que és meu e tudo o que é teu faz com que me lembre que afinal posso pertencer aqui.
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