bem , já não venho muito ao pc e como têm visto , já quase nunca escrevo por isso não acho bem continuar com o blog . agradeço a todos os que liam as minhas histórias e ... fiquem bem !
beijinhos , géla .
domingo, 6 de junho de 2010
sábado, 5 de junho de 2010
Nem tudo é como parece .
Por vezes , dedicaste demasiado a uma pessoa . Confias nela cegamente . Dispões do teu tempo para estares com ela . Escreves-lhes coisas que nunca imaginaste possível . És capaz de tudo por ela . Não acreditas num fim . Não pensas em desistir .
Mas depois dás-te por conta que ela também faz isso , mas com outra pessoa . Ela dedica-se a outra pessoa , não a ti . Confia noutra pessoa , não em ti . Ocupa o seu tempo com outra pessoa , não contigo . Transmite o que sente no papel de outra pessoa , não no teu . Morreria por ela , não por ti . Acredita no 'para sempre' com outra pessoa , contigo pensa no 'fim' . Não desiste da outra pessoa mas nunca lutou sequer por ti .
Mas depois dás-te por conta que ela também faz isso , mas com outra pessoa . Ela dedica-se a outra pessoa , não a ti . Confia noutra pessoa , não em ti . Ocupa o seu tempo com outra pessoa , não contigo . Transmite o que sente no papel de outra pessoa , não no teu . Morreria por ela , não por ti . Acredita no 'para sempre' com outra pessoa , contigo pensa no 'fim' . Não desiste da outra pessoa mas nunca lutou sequer por ti .
sábado, 17 de abril de 2010
Nunca é cedo .
Olhando-te nos olhos, sinto que errei. Sinto que poderia ter feito mais. Poderia ter tido a força para aguentar, poderia ter tido a coragem para ficar, poderia ter tido a capacidade de perdoar. Mas agora é tarde.
Agora já não estás aqui, já não estás comigo, partiste. Já não estás cá para limpar as minhas lágrimas, já não estás cá para me fazeres sorrir, já não estás cá para me veres correr ao teu encontro, já não estás cá.
Sinto-me culpada. Culpada por não te ter dito o quanto te amo. Culpada por não ter lutado por esta relação. Culpada por te ter deixado ir embora sem te dizer o quanto és especial e importante para mim.
Se pudesse voltar atrás, dir-te-ia tudo o que me esqueci. Tudo o que pensei que ainda era cedo para saberes.
Mas a verdade é que já é tarde. Nunca é tarde para dizermos 'amo-te' a quem é realmente importante para nós. Nunca é cedo para encontrarmos um verdadeiro amor. Nunca é cedo para nada. Mas sim tarde para tudo.
Agora já não estás aqui, já não estás comigo, partiste. Já não estás cá para limpar as minhas lágrimas, já não estás cá para me fazeres sorrir, já não estás cá para me veres correr ao teu encontro, já não estás cá.
Sinto-me culpada. Culpada por não te ter dito o quanto te amo. Culpada por não ter lutado por esta relação. Culpada por te ter deixado ir embora sem te dizer o quanto és especial e importante para mim.
Se pudesse voltar atrás, dir-te-ia tudo o que me esqueci. Tudo o que pensei que ainda era cedo para saberes.
Mas a verdade é que já é tarde. Nunca é tarde para dizermos 'amo-te' a quem é realmente importante para nós. Nunca é cedo para encontrarmos um verdadeiro amor. Nunca é cedo para nada. Mas sim tarde para tudo.
sexta-feira, 9 de abril de 2010
Eu & Tu ...
Deitada na tua cama, debaixo dos teus lençóis, sinto-me vazia. Sinto que não pertenço aqui. Esta não é a minha casa, o meu quarto.Viro-me e vejo-te. Ainda aqui estás, ao meu lado, a olhar para mim. Fito os teus olhos cinzentos e não percebo nada. Não percebo porque me sinto sozinha, desenquadrada deste lugar. Só te quero a ti e a nada mais.
Não aguento mais a pressão e levanto-me. Visto as roupas que me tinhas tirado e sinto que estás atrás de mim.
As tuas mãos quentes seguram os meus ombros e automaticamente viro-me para encarar o teu olhar. Engano-me. Tens os olhos fechados.
Só noto os teus lábios encostados aos meus e não resisto. A minha roupa cai levemente no chão como na noite anterior.
Volto para a cama que não é minha, para debaixo dos lençóis que não me pertencem, envolta num ambiente desconhecido. Durante esta procura, descubro que és meu e tudo o que é teu faz com que me lembre que afinal posso pertencer aqui.
sábado, 27 de março de 2010
Mudança .

Sim, estava tudo ao contrário. Nada estava como devia. Tudo estava do avesso, de pernas para o ar.
O sol não brilhava. A água dos rios não se dirigia aos mares e oceanos. As folhas das árvores não caíam. As plantas não cresciam. Os pássaros não cantavam. As crianças não riam. Os pais não davam as mãos aos filhos. Os namorados não se beijavam. Os adolescentes não se apaixonavam. Os amigos não se encontravam. Os jovens não saíam à noite.
Nada estava como devia. Nada. O mundo tinha mudado. E eu fazia parte dele.
Eu não era a mesma. Não tinha querido mudar. Simplesmente acontecera.
Acordei e estava diferente. Definitivamente, tinha mudado. Toda a alegria, toda a energia, todo o amor, tudo, tinha ido contigo. Só deixas-te uma coisa: esperança.
Com ela irei erguer-me. Irei à tua procura pelo mundo fora. Irei encontrar-te em parte incerta. Irei conquistar-te como no início. Irei fazer com que voltes para mim, com que volte a ser o mesmo. Irei mudar o Mundo, outra vez.
quarta-feira, 17 de março de 2010
Isolada do mundo exterior .
Não era como diziam. Era pior. Muito pior. Não havia quadradinhos. A luz não escasseava. Simplesmente, não existia. Era tudo escuro. Preto. Negro. As quatro paredes estavam húmidas. Escorriam água, literalmente.
Não há saída. A porta está fechada a mais de sete chaves.
Não como há cinco dias. Cinco dias e quatro noites. Esta é a quinta noite que cá estou. Presa. Isolada do mundo exterior.
Duas vezes por dia, abrem uma pequeníssima janela ao cimo da porta e atiram uma garrafa com água. Tem sabor. Um sabor horrível. A bafio, a bolor. Preferia não beber. Mas a sede é demasiada. Não tenho tempo para ser esquisita. É a única coisa que tenho. O meu único sustento. Sem a água, já estaria morta.
Não fiz nada. Não sou culpada. Sei que sou inocente. Nunca faria o que me acusam. Nunca. Foi uma cilada. Tenho a certeza disso. Mas ninguém me ouve. Ninguém acredita em mim. Ninguém me leva a sério. Acham que sou mentirosa. Acham que sou louca. Mas não sou. Não sou! Simplesmente, não estava em mim. Mas a culpa não era minha. Obrigaram-me. Não a matar. Só a beber aquilo. Aquele liquidozinho. Parecia inofensivo. mas tornou-se a minha sentença. Descontrolei-me. E tudo por causa daquilo. Por causa dele. Ele era o culpado. Era ele.
domingo, 14 de março de 2010
Fim do Mundo .

Há alturas que só quero morrer. Sinto-me fraca, excluída, inútil. Sem dúvida que a morte é a solução. Sim, a única solução.
Cansei-me de lutar. Lutar para quê? Para depois ficar sem forças e ficar vulnerável. Qualquer um me pode magoar. Não que me importe.
Eu quero sofrer. É a única maneira de sentir que ainda estou viva. Sim, sou masoquista. Sim, gosto de sofrer. É doloroso mas é melhor que nada.
Tudo na minha vida desabou. Fiquei sozinha e perdida. Nunca conheci os meus pais e nunca me fizeram falta. Tinha a avó Manuela e não precisava de pais. Ela dava-me o mesmo amor e dedicação. Agora é diferente. Agora preciso de pais. Sem a avó, não tenho mais ninguém. Ela desapareceu e não irá voltar. A Sofia foi para o Dubai. Fez família e deixou-me. Não a censuro. Mas agora preciso dela. Da minha melhor amiga. Não tinha mais amigas. Nem amigos. O Rodrigo fartou-se. Provavelmente nunca foi meu amigo. Não cheguei a descobrir. Agora já é tarde. Tenho de esquecê-lo. Eu amo-o. É verdade. É intenso, diferente. Sempre que o via, acreditava que tínhamos futuro. Ele dava-me a entender isso. Os meus olhos brilhavam quando ele me fitava. E eu via o brilho nos seus olhos cor de mar. Os seus beijos eram ... Nem sei! Só sei que o último foi urgente. Senti a sua dor. Eu sei que ele estava a sofrer. Mas ele não me contou. Simplesmente despediu-se.
Nunca mais o vi. Passaram dezoito meses. Nada. Continua tudo igual. Não tenho mais forças. Quero desistir. Quero morrer.
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